Keiko Fujimori nega ter recebido dinheiro da Odebrecht

Lima, 3 ago (EFE).- A líder opositora Keiko Fujimori negou nesta quinta-feira ter recebido dinheiro da Odebrecht, assim como seu partido, o Força Popular, após serem publicadas no Brasil as declarações dos diretores da empreiteira a promotores peruanos.

"Incrível e inaceitável campanha de desprestígio com readaptação (notícias antigas) contra a minha pessoa e o Força Popular", escreveu Keiko em sua conta no Twitter.

"Eu não recebi dinheiro da Odebrecht e o Força Popular tampouco", acrescentou a ex-candidata presidencial em 2011 e 2016.

Em depoimento em maio, o presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, fez referência ao dinheiro que a Divisão de Operações Estruturadas entregou a Keiko.

O portal de notícias peruano "IDL Repórteres" divulgou em junho algumas anotações da Odebrecht nas quais se lia "aumentar Keiko para 500 e fazer uma visita".

No entanto, a filha do ex-presidente peruano acrescentou que "não existem contribuições na Onpe (Escritório Nacional de Processos Eleitorais), nem transferências, nem entregas" que possam sustentar o que foi dito por Marcelo Odebrecht.

Há outros delatores vinculados direta ou indiretamente com os atos de corrupção no Peru, entre eles Luiz Mameri, Luis Alberto Weyll, Ricardo Boleiro e Rogério de Aráujo.

Marcelo Odebrecht confirmou que a empreiteira entregou dinheiro ao ex-presidente peruano Ollanta Humala para a campanha eleitoral de 2011, quando derrotou justamente Keiko Fujimori.

Nas próximas horas um tribunal deve decidir se revoga ou não a ordem de prisão preventiva contra Humala e sua esposa, Nadine Heredia, investigados por lavagem de dinheiro por conta da denúncia de terem recebido US$ 3 milhões da Odebrecht.

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