ONU pede que ataque do EI contra yazidis seja reconhecido como genocídio

Genebra, 3 ago (EFE).- A comissão de investigação da ONU sobre os crimes ocorridos na Síria pediu nesta quinta-feira à comunidade internacional que reconheça o ataque do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) contra a comunidade yazidi como um genocídio.

Perto de completar 3 anos (o EI atacou os yazidis em Sinjar no dia 4 de agosto, quando assassinou milhares de homens e capturou as mulheres e crianças), a Comissão emitiu hoje um comunicado para evitar que este crime fique impune.

A Comissão solicitou que este ataque contra uma comunidade étnica e religiosa específica com milhares de anos de história e que o EI define como infiel seja catalogado como genocídio e pediu que sejam dados os passos necessários para poder levar os responsáveis perante a Justiça.

Neste sentido, pediu que seja ativada a possibilidade de a Corte Penal Internacional investigar o caso, bem como o fato de os tribunais nacionais também realizarem investigações e posteriores processos judiciais com base na Justiça universal.

A Comissão lembrou que em um relatório monotemático sobre os yazidis publicado em 16 de junho de 2016 já denunciou que milhares de mulheres foram vendidas como escravas sexuais e centenas de meninos doutrinados para se converter em combatentes islâmicos.

Nesse relatório, a Comissão, composta por três juristas, determinou que tinha sido cometido o crime de genocídio, já que os jihadistas procuravam a destruição da comunidade ao acometer contra ela todos os tipos de humilhações com o objetivo era dizimá-la.

A Comissão lembra que este crime de genocídio se mantém e não está sendo investigado por ninguém, apesar da obrigação dos Estados Parte da Convenção sobre a Prevenção e o Castigo do Genocídio de 1948 de cumprir esse tratado.

Atualmente, milhares de homens yazidis seguem desaparecidos e o EI mantém reclusas cerca de 3 mil mulheres que são violadas diariamente.

Algumas destas mulheres estão em Raqqa e houve relatos fidedignos que indicam que os milicianos do EI estão tentando vendê-las conforme avançam na zona as forças da coalizão que o combate.

A Comissão recomendou a todos aqueles que estão combatendo o EI que incluam nos seus planos de recuperar a cidade a liberdade dessas mulheres.

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