Ministério Público dominicano pede prisão de indiciado no caso Odebrecht

Santo Domingo, 4 ago (EFE).- O Ministério Público da República Dominicana solicitou nesta sexta-feira 18 meses de prisão preventiva, como medida de coerção, para o ex-funcionário Bernardo Castellanos, o único dos 14 indicados no país pelos subornos da Odebrecht que ainda não tinha se apresentado à Justiça.

Castellanos foi detido na quarta-feira no Aeroporto Internacional Las Américas (AILA), no leste da capital dominicana, em sua chegada em um voo procedente do Panamá.

O acusado, contra quem pesava uma ordem de captura internacional, não tinha se apresentado perante a Justiça devido a compromissos profissionais na Guatemala, disse hoje seu advogado, Marino Elsevyf, na audiência a cargo do juiz Francisco Ortega, da Suprema Corte de Justiça (SCJ).

Castellanos trabalhou como diretor técnico da Empresa de Geração Hidroelétrica Dominicana (Egehid) entre 2000 e 2004 e está sendo acusado de receber subornos para a adjudicação pela Odebrecht do projeto de construção da represa Pinalito.

O advogado do acusado disse, no entanto, que este "não era legislador, não era ministro" e não tinha capacidade de decisão, uma vez que era "simplesmente um técnico".

Além disso, assegurou que seu cliente não fugirá do processo, razão pela qual solicitou ao juiz Ortega que não aceite a solicitação de prisão preventiva apresentada pelo Ministério Público, que disse, por sua vez, que Castellanos "representa o tipo ideal de perigo de fuga".

O juiz Ortega é o mesmo magistrado responsável pelo caso dos outros envolvidos na distribuição dos US$ 92 milhões que a construtora brasileira afirmou ter pagado na República Dominicana para garantir a execução de projetos de infraestruturas entre 2001 e 2014.

Pelo caso Odebrecht foram indiciadas outras 13 pessoas, entre elas o agora ex-ministro de Indústria e Comércio, Temístocles Montás, e o presidente do Partido Revolucionário Moderno (PRM, principal da oposição), Andrés Bautista, em liberdade condicional desde 8 de julho após um mês de prisão preventiva.

Na prisão só permanecem o empresário Angel Rondón, assinalado pelo Ministério Público como a pessoa que recebeu e distribuiu os subornos, e o ex-ministro de Obras Públicas, Víctor Díaz Rúa, um importante dirigente do governista Partido da Liberdade Dominicana (PLD).

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