Procurador-geral dos EUA afirma que 4 pessoas foram acusadas por vazamentos

Washington, 4 ago (EFE).- O procurador-geral dos Estados Unidos, Jeff Sessions, afirmou nesta sexta-feira que irá perseguir duramente os vazamentos de informações no Governo e que, neste ano, já foram apresentadas acusações contra quatro pessoas por este motivo.

Em uma coletiva de imprensa ao lado do diretor nacional de Inteligência, Dan Coats, Sessions afirmou que desde janeiro o Departamento de Justiça triplicou "o número de investigações ativas de vazamentos" e apresentou acusações contra "quatro pessoas" pela revelação sem autorização de informação classificada, ainda que não tenha apontado detalhes desses casos concretos.

O comparecimento faz parte das tentativas do presidente americano Donald Trump de acabar ou diminuir os vazamentos que estão infestando os primeiros meses de sua Administração.

"Tenho uma advertência para os vazamentos: não o façam", apontou Sessions.

"Esta cultura de vazamentos deve parar", apontou o procurador-geral, que pediu a todas as agências do Governo e ao Congresso que tomem medidas para que os seus funcionários não vazem à imprensa informações classificadas.

Tanto Sessions como Coats afirmaram que os vazamentos são graves, danificam a segurança nacional e põem em risco as vidas dos americanos.

"Toda revelação fora dos canais autorizados é uma ofensa criminal", disse Coats, que prometeu que identificará os informadores, pedirá ao FBI que os investigue e apresentará acusações contra eles.

Desde a chegada de Trump ao poder, os vazamentos de informação desde o Executivo foram noticiados sem parar na imprensa, entre eles os contatos de membros da equipe presidencial com funcionários ou representantes do Governo russo, acusado de tentar influenciar no resultado das eleições do ano passado nos EUA.

Trump chegou a dizer que o verdadeiro escândalo, mais que a possível colusão de sua campanha com a Rússia para atacar a rival democrata Hillary Clinton nas eleições, são esses vazamentos.

O último vazamento de informação classificada foi revelado na quarta-feira, quando o jornal "The Washington Post" publicou o conteúdo íntegro das conversas de Trump com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, e o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull.

Esse tipo de conversas acontecem sob alto segredo, ainda que os detalhes das ligações vão sendo revelados pouco depois.

Para limitar os vazamentos, os responsáveis de comunicação da Casa Branca ameaçaram os funcionários com represálias e começaram a compartilhar informação sensível com um círculo reduzido de pessoas leais a Trump.

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