Venezuela diz que não aceitará agressões do governo "cambaleante" de Trump

Caracas, 4 ago (EFE).- O ministro das Relações Exteriores a Venezuela, Jorge Arreaza, afirmou nesta sexta-feira que seu país não aceitará as agressões do governo "cambaleante" dos Estados Unidos e rejeitou o comunicado do Departamento de Estado americano que considera "ilegítima" a Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

Arreaza, que expôs sua posição através de uma série de mensagens no Twitter, disse que a Venezuela não aceitará "agressões" à soberania "e independência" do país caribenho e "muito menos de um governo impopular e cambaleante como o de Donald Trump".

Neste sentido, a Venezuela "rejeita enfaticamente o absurdo e insolente comunicado emitido pelo Departamento de Estado dos EUA sobre a ANC", apontou o recém nomeado chanceler venezuelano.

"Os EUA reconhecerem, ou não, a ANC é irrelevante para o nosso povo porque na Venezuela mandam os venezuelanos, e não (o presidente americano) Donald Trump", acrescentou.

Para Arreaza, Washington "mostra novamente sua crassa ignorância sobre a Venezuela qualificando de ilegítimo um mecanismo democrático" estabelecido na Constituição venezuelana.

No comunicado citado pelo chefe da diplomacia venezuelana, os EUA "consideram a Assembleia Nacional Constituinte da Venezuela o produto ilegítimo de um processo defeituoso designado pela ditadura de (Nicolás) Maduro para reforçar seu ataque à democracia".

"Os EUA não reconhecerão à Assembleia Nacional Constituinte", ressaltou a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em uma entrevista coletiva.

Arreaza apontou como "lógico" que os EUA não compreendam a Assembleia Constituinte, "porque na sua Constituição não existe tal figura e 'povo' é apenas uma palavra oca".

O chanceler também respondeu às acusações de fraude nas eleições dessa Assembleia, respaldadas pela própria empresa que prestou suporte técnico ao processo de votação, mas que o governo de Maduro e as autoridades eleitorais negam.

"A Venezuela não dá crédito a absurdas acusações contra o processo Constituinte que só justificam o plano de agredir nossa pátria", afirma Arreaza.

A ANC foi instalada formalmente nesta sexta-feira para iniciar a redação de uma nova Constituição para a Venezuela sem que ninguém possa se opor.

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