Ministro uruguaio diz que era impossível evitar suspensão da Venezuela

Montevidéu, 5 ago (EFE). - O ministro da Economia e Finanças do Uruguai, Danilo Astori, disse neste sábado que a suspensão da Venezuela do Mercosul, decidida pelos ministros do países fundadores do bloco, era "uma medida impossível de evitar", em declarações à imprensa uruguaia.

"Parece que a paciência que houve até agora, a convocação ao diálogo e os pedidos de resolução pacífica dos conflitos, manifestados em reiteradas oportunidades por todos os países do Mercosul, não tiveram sucesso e, portanto, não podia continuar sendo postergada uma resolução deste tipo", indicou o político.

Ele destacou que a suspensão não é definitiva, já que, caso a Venezuela recupere as "convicções democráticas" no futuro, terá a oportunidade de voltar ao bloco.

"Tomara que possamos ter uma reintegração da Venezuela ao Mercosul brevemente. Não podemos falar de suspensão definitiva em absoluto", disse.

Astori afirmou esperar que a Venezuela encontre um caminho de entendimento com a oposição e que a oposição também tem a responsabilidade de achar essa via para "principalmente para o bem dos venezuelanos".

Já o ministro de Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, afirmou que a suspensão foi "a favor do povo venezuelano", segundo a imprensa uruguaia.

A decisão foi para que a população "possa gozar das liberdades, dos direitos e da democracia", acrescentou o político em São Paulo.

Os chanceleres dos países fundadores do Mercosul decidiram neste sábado aplicar por unanimidade a chamada "cláusula democrática", que estabelece a suspensão da Venezuela do bloco por tempo indeterminado.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, informou em entrevista coletiva na Prefeitura de São Paulo que Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai decidiram por uma "suspensão de natureza política, por consenso, uma sanção grave de natureza política contra a Venezuela".

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