Forças Armadas vinculam oposição a "ataque de civis" a base militar

Caracas, 6 ago (EFE). - A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) da Venezuela vinculou a oposição ao presidente Nicolás Maduro à rebelião ocorrida neste domingo na Brigada 41 de Blindados do Batalhão Paramacay, na cidade de Valencia, feita por "delinquentes civis usando roupas militares".

Em comunicado, o corpo militar informou que "um ataque terrorista de tipo paramilitar ocorreu contra a Brigada 41 de Blindados do Exército Bolivariano" e um "tenente em situação de deserção" participou do ato.

De acordo com a FANB, os envolvidos - que roubaram algumas armas que ainda não foram recuperadas - foram repelidos de forma imediata e vários deles detidos, incluindo o tenente.

"Os sujeitos capturados confessaram ter sido contratados nos estados Zulia, Lara e Yaracuy por ativistas da extrema direita venezuelana com ligação com governos estrangeiros", afirmou o órgão na nota oficial.

A FANB, abertamente defensora da revolução bolivariana instaurada no país desde 1999, qualificou a ação como "um show propagandístico, um enteléquio, um passo desesperado que faz parte dos planos de desestabilização e conspiração que vem sendo gestados para tentar evitar que se consolide o renascimento da nossa república"

No texto, o organismo militar também destacou que a instituição "permanece intacta, unida, fiel às suas convicções democráticas, com a moral em alta, apoiando de maneira incondicional" o presidente Nicolás Maduro e à Assembleia Nacional Constituinte instalada na sexta-feira, apesar a rejeição de boa parte da comunidade internacional.

"Esta canalhice reforça os nossos princípios e valores. Não aceitaremos sob hipótese alguma que a nossa soberania seja vulnerada e menos ainda que as conquistas sociais alcançadas sejam menosprezadas para benefício das grandes maiorias", indicou a nota.

Diante desses acontecimentos, a Promotoria Geral Militar foi notificada para investigar o fato, que " está claramente classificado como crime militar".

A FANB acrescenta que Juan Caguaripano - que lidera as ações e se declara "em rebeldia" contra "a tirania assassina de Nicolás Maduro" - foi separado da instituição por traição à pátria e rebelião há três anos, quando "fugiu do país e recebeu asilo em Miami, nos Estados Unidos".

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