China dá apoio total às sanções da ONU contra a Coreia do Norte

Pequim, 7 ago (EFE).- A China manifestou nesta segunda-feira seu total apoio às novas sanções impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a Coreia do Norte por seus dois recentes testes de mísseis, embora tenha ressaltado que a medida não pode afetar em excesso a economia norte-coreana.

A Resolução 2371 aprovada no último sábado pelo Conselho de Segurança, do qual a China faz parte, "serve o propósito de salvaguardar a paz e a estabilidade" e de "avançar na desnuclearização", destacou em um comunicado o porta-voz de Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

A resolução "reflete a unânime posição dos membros do Conselho de Segurança", acrescentou Geng, que especificou que as sanções "devem evitar efeitos negativos contra atividades econômicas e cooperações que não sejam proibidas", como a ajuda humanitária e a troca de alimentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou com frequência suas dúvidas sobre a relação entre a China e a Coreia do Norte, por sua afinidade ideológica e o fato de Pequim ser o principal parceiro comercial e fonte de ajuda econômica do isolado regime norte-coreano.

O chefe do Comando do Pacífico dos EUA, o almirante Harry Harris, se mostrou cético quanto ao apoio da China às novas sanções contra Pyongyang.

Frente a essas dúvidas, o porta-voz de Exteriores chinês advertiu que "a situação na península da Coreia segue sendo complexa e sensível", e por isso pediu aos países envolvidos que se contenham e "façam esforços para aliviar as tensões".

Geng reiterou a proposta chinesa de "dupla suspensão", lançada há alguns meses pelo ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, e na qual Pequim sugere oferecer à Coreia do Norte o fim das manobras americanas e sul-coreanas em águas próximas em troca de Pyongyang encerrar seus testes atômicos e de mísseis.

O conflito atual se complica devido à oposição da China à instalação em território sul-coreano do escudo antimísseis americano THAAD, em teoria desenvolvido como uma defesa para armamento da Coreia do Norte, mas que segundo Pequim também ameaça sua segurança, já que seu raio de alcance passa por território chinês.

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