Ente eleitoral venezuelano proíbe oposição de disputar eleições em 7 estados

Caracas, 7 ago (EFE).- O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela (CNE) divulgou nesta segunda-feira a lista de partidos políticos que poderão inscrever-se nas eleições para governadores regionais previstas para dezembro, e antecipou que não permitirá que a coalizão opositora concorra em sete dos 23 estados do país.

"No caso da organização com fins políticos MUD, esta deverá abster-se de inscrever candidaturas em Zulia, Apure, Monagas, Bolívar, Trujillo, Aragua e Carabobo, em cumprimento de decisões estipuladas por juizados desses estados, relacionadas com julgamentos que estão sendo antecipados desde o ano passado", explicou a CNE.

A MUD é a Mesa da Unidade Democrática (MUD), coalizão que agrupa os principais partidos opositores e tem maioria absoluta no parlamento nacional.

A inscrição para as eleições em que se elegerá os governadores e as assembleias legislativas dos estados poderá ser feita nos dias 8 e 9 de agosto.

Apesar da iminência das inscrições, os partidos da MUD - alguns dos quais estão permitidos a apresentar-se separadamente em todos os estados - não ofereceram até agora uma posição unitária sobre se concorrerão ou não a estas eleições que deveriam ter acontecido em 2016 e foram adiadas em duas ocasiões.

O pronunciamento mais claro até o momento foi o do líder do partido Ação Democrática (AD), o deputado e ex-presidente do parlamento, Henry Ramos Allup, que anunciou publicamente que sua legenda participará das eleições regionais.

No outro extremo se situa a coordenadora do partido Vente Venezuela, María Corina Machado, que descartou inscrever-se da mesma forma que a Aliança Bravo Povo (ABP), do prefeito preso de Caracas, Antonio Ledezma. Ambos partidos não estão incluídos na lista de partidos aprovados pela CNE para as eleições de dezembro.

A MUD considera o governo de Maduro um regime ditatorial e se declarou em rebeldia perante as decisões do oficialismo.

Vários dirigentes da MUD foram encarcerados ou inabilitados para exercer cargos públicos nos últimos anos.

A Venezuela vive desde abril uma série de manifestações a favor e contra o governo, que já deixaram 121 mortos, situação que se aguçou desde a instalação da Assembleia Constituinte na sexta-feira passada, que não é reconhecida pela oposição e vários governos e organismos internacionais.

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