Estudo diz que crentes e ateus pensam o mesmo quanto a atos imorais

Londres, 7 ago (EFE).- Tanto ateus quanto crentes concordam que pessoas que fazem atos imorais extremos, na maioria das vezes, são aquelas que não têm crenças religiosas, revelou um estudo da Universidade do Kentucky, nos Estados Unidos, publicado na revista "Nature Human Behavior".

De acordo com a pesquisa, essa visão sobre quem nega a existência de Deus é notada nos 13 países onde o estudo foi feito. Os investigadores acreditam que, apesar de a secularização ter ganhado força no mundo nos últimos tempos, ao longo da história, a religião reforçou a ideia de que a moral tem vínculos com a crença na existência de Deus.

As conclusões foram obtidas através de 3 mil entrevistas realizadas na África, na América, na Ásia, na Europa e na Oceania, e foram ouvidas desde sociedades muito religiosas - como as dos Emirados Árabes e da Índia - até as seculares - como as da Holanda e da China.

Para chegar aos resultados, os entrevistados foram apresentados a descrições de situações de ações imorais, como a de alguém que tortura animais ou alguém que é capaz de matar movida pelas emoções. Depois disso, eles foram perguntados se consideravam que o autor do crime seria uma pessoa crente ou ateia. A maioria respondeu com a segunda opção.

Os pesquisadores disseram que, exceto na Finlândia e na Nova Zelândia, as pessoas são quase duas vezes mais propensas a acreditar que os atos imorais extremos são feitos por não religiosos. Segundo o estudo, apesar de os instintos morais básicos parecem surgir independentemente das crenças religiosas, ainda existe, inclusive entre os ateus, a percepção que há uma forte relação entre religião e moral.

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