EUA questionam apoio da China às sanções impostas à Coréia do Norte

Jacarta, 7 ago (EFE).- O chefe do Comando do Pacífico dos Estados Unidos, o almirante Harry Harris, indicou nesta segunda-feira que suspeita da sinceridade da China na hora de apoiar as sanções econômicas impostas pelo Conselho de Segurança da ONU à Coreia do Norte.

"Nos mantemos cautelosos sobre a sinceridade (de Pequim) de fazer o regime responsável", indicou Harris durante um fórum em Jacarta que reuniu empresários e políticos.

O chefe militar, que visita a Indonésia, assegurou que a China "demonstrou sua capacidade para ajudar Pyongyang" no passado e afirmou que o gigante asiático é "fundamental na hora de alcançar um desenlace pacífico na península da Coreia, mas não é fundamental para todos as resoluções de problemas".

Segundo o chefe militar, a China é o "único aliado", o maior parceiro comercial da Coreia do Norte e o comércio entre ambos países cresceu no ano passado mais de 6%, acima dos US$ 6 bilhões.

Harris advogou por uma solução diplomática após as sanções às exportações norte-coreanas de carvão, ferro, chumbo e mariscos, entre outras medidas aprovadas no sábado pelo Conselho de Segurança para reduzir em US$ 1 bilhão os investimentos do regime comunista.

A resolução das Nações Unidas corresponde aos dois recentes testes de mísseis intercontinentais por parte da Coreia do Norte.

"Acredito firmemente que todos os países que se consideram colaboradores responsáveis para a segurança internacional têm que trabalhar diplomaticamente e economicamente para fazer que Kim Jong-un raciocinar", assegurou o almirante.

O militar americano abordou, além disso, vários assuntos de segurança regional que incluíram as disputas territoriais entre a China e vários países do sudeste asiático e o conflito na cidade filipina de Marawi, ocupada parcialmente por jihadistas do Estado Islâmico (EI).

Harris qualificou de "agressiva" a política territorial de Pequim no mar da China Meridional e denunciou que foram tomadas "sete ilhas e transformadas em bases militares".

Sobre Marawi, Harris advertiu sobre a gravidade da crise que já deixou 630 mortos desde 23 de maio, quando os jihadistas entraram na cidade, e opinou que "deveria ser uma chamada de atenção e um grito de guerra para as nações da região que conforma a Ásia e o Pacífico".

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