Membros da Pussy Riot são detidas na Rússia por protesto não autorizado

Moscou, 7 ago (EFE).- Ao todo, duas integrantes da banda russa Pussy Riot foram presas nesta segunda-feira em Yakutsk, por participarem ontem de um ato para exigir a libertação do cineasta ucraniano Oleg Sentsov, que cumpre pena de 20 anos de prisão nessa cidade siberiana.

Segundo o portal "MediaZona", a detenção das ativistas aconteceu um dia após o protesto, no qual as Pussy Riot abriram um enorme cartaz escrito "Free Sentsov". Uma das detidas, Maria Alyokhina, publicou na sua conta do Instagram uma imagem do cartaz que foi colocado em uma ponte a poucos quilômetros do lugar onde Sentsov está preso.

Em 2012, ela foi detida por fazer uma "oração punk" na Catedral de Cristo Salvador, em Moscou, contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Por esta ação, foi condenada a dois anos de prisão, mas solta em 2013 em virtude de uma anistia.

Segundo a o Ministério Público da Rússia, Sentsov, de 40 anos e oriundo da Criméia, criou um grupo terrorista após a anexação da Península, em março de 2014.

A Academia de Cinema Europeu pediu a Putin informação sobre o caso de Sentsov em uma carta assinada por cineastas como o britânico Ken Loach, o alemão Wim Wenders e o espanhol Pedro Almodóvar. Sentsov participou ativamente do Euromaidan, as manifestações no centro de Kiev que levaram à derrocada, em fevereiro de 2014, do anterior presidente da Ucrânia, o pró-russo Viktor Yanukovych.

Para Maria Alyokhina, o caso de Sentsov é "um dos casos políticos mais importantes na história contemporânea" da Rússia.

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