Moção de censura contra presidente da África do Sul será por votação secreta

Joanesburgo, 7 ago (EFE).- Os deputados da Assembleia Nacional da África do Sul votarão na terça-feira, de forma secreta, a moção de censura contra o presidente do país, Jacob Zuma, anunciou nesta segunda-feira a responsável da instituição parlamentar, Beleka Mbete.

Esta será a sétima moção que o governante enfrenta, mas a primeira com voto secreto.

É "o melhor para o interesse do país", indicou Mbete na conta oficial do Parlamento na rede social Twitter. A presidente da instituição considera que os deputados "têm o direito de exercer o seu dever de supervisão sem temor de intimidação".

O Tribunal Constitucional da África do Sul já havia autorizado em 22 de junho que o voto fosse segredo, mas a presidente, que não se pronunciou até hoje, tinha a última palavra a respeito.

Apesar das divergências internas provocadas pela recente remodelação do Governo, a direção do CNA (partido governante) assegurou que todos os seus deputados votarão contra a moção e que os legisladores que se rebelem contra o presidente podem sofrer represálias.

O Parlamento sul-africano é composto por 400 deputados. Deles, 249 são membros do CNA. Sendo assim, a oposição necessita do voto a favor da moção de 50 legisladores oficialistas para conseguir a queda de Zuma.

A oposição acusa Zuma de corrupção e de danificar a economia nacional para favorecer interesses de empresários próximos.

Zuma, de 74 anos, tem pendentes perante a Justiça 783 acusações por corrupção e no ano passado teve que devolver, por ordem do Tribunal Constitucional, meio milhão de euros de dinheiro público que gastou de forma irregular na reforma da sua residência retrete. EFE

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