Obama pede eleições sem violência no Quênia

Washington, 7 ago (EFE).- O ex-presidente americano Barack Obama pediu que as eleições gerais que serão realizadas na terça-feira no Quênia sejam realizadas sem violência, uma resposta ao temor de incidentes devido às tensões políticas e étnicas no país.

Obama, filho de um pai queniano e que ainda tem família no país, divulgou um longo comunicado no qual pediu que os cidadãos rejeitem a política das tribos e as diferenças étnicas, priorizando o "extraordinário potencial de uma democracia inclusiva".

"Peço aos líderes quenianos que rejeitem a violência e a incitação, respeitem a vontade do povo, solicitem que as forças de segurança atuem de forma profissional e neutra, trabalhando, lado a lado, seja qual for o resultado", afirmou Obama.

A mensagem do ex-presidente americano foi enviada antes de um pleito que tem muitas semelhanças com as eleições de 2007, que provocaram confrontos que deixaram 1.100 mortos e que obrigou mais de 600 mil pessoas a deixarem suas casas.

Os candidatos são de tribos opostas. O atual presidente do Quênia, Uhuru Kenyatta, foi acusado pelo rival, Raila Odinga, também candidato há sete anos, de manipular o processo eleitoral. A recusa de Odinga a aceitar os resultados em 2007 foi um dos catalisadores dos sangrentos enfrentamentos entre tribos na época.

"Peço a todos os quenianos que trabalhem por eleições e por um período pós-eleitoral que seja pacífico e crível, que reforce a confiança em sua Constituição e no futuro de seu país. Qualquer disputa sobre as eleições deveria ser resolvida pacificamente, através das instituições do Quênia", destacou Obama.

"As decisões que os senhores tomarem nos próximos dias podem fazer com que o Quênia retroceda ou que se una. Como amigo do povo queniano, peço que trabalhem por um futuro que não esteja definido pelo medo e divisão, mas sim pela unidade e esperança", indicou.

Obama avaliou que muitas mensagens baseadas no meio foram divulgadas pelas partes envolvidas na atual campanha eleitoral. O ex-presidente americano alertou que, se houver uma espiral de violência, o perdedor será o povo queniano.

O líder democrata lembrou que os quenianos conhecem melhor que ninguém a "dor desnecessária" que provocou a crise de 2007 e, portanto, tem a "última responsabilidade" de evitar a repetição de uma situação semelhante no país.

"Espero que escolham aprofundar nos avanços que têm sido feitos desde então, em vez de colocá-los em risco", completou Obama.

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