Trump afirma que não está de férias e que sua "base" de eleitores aumenta

Washington, 7 ago (EFE).- O presidente americano, Donald Trump, postou na manhã desta segunda-feira no Twitter que "está trabalhando duro" desde seu campo de golfe em Nova Jersey, após críticas por supostamente estar de férias, e afirmou que sua base de eleitores cresce apesar das "notícias falsas" contra ele.

"Trabalhando duro desde Nova Jersey, enquanto a Casa Branca atravessa uma necessitada renovação. Irei a Nova York na próxima semana para mais reuniões", apontou Trump, que foi criticado por ter tirado 17 dias de "férias de trabalho" no campo de golfe de Bedminster, propriedade da Trump Organization.

Trump foi um veemente crítico de Barack Obama quando este era presidente por tirar muitos dias de férias.

O governante republicano também criticou nesta manhã os principais meios de comunicação do país, entre eles o jornal "The New York Times", que neste fim-de-semana assegurou que Trump poderia não concorrer à reeleição em 2020, algo para o qual o vice-presidente, Mike Pence, poderia estar realizando manobras.

"O falido @nytimes, que se equivocou em todas as adivinhações sobre mim, incluída minha vitória eleitoral (desculpem-se), é totalmente inepto", acrescentou Trump em um tweet.

"A base Trump é mais forte do que nunca, apesar das falsas notícias sobre pesquisas", afirmou, para apontar como provas os reuniões que manteve em estados como Pensilvânia, Iowa, Ohio e Virgínia Ocidental.

Trump tem números baixo de popularidade segundo uma recente pesquisa da Universidade de Quinnipiac, que situa o apoio à sua gestão em 33%, enquanto entre o seu segmento demográfico mais fiel o apoio caiu em um mês de 53% para 43%.

O governante apontou que apesar das "notícias falsas" sobre o envolvimento de sua campanha com a Rússia em 2016, realizou progressos em segurança fronteiriça, defesa, emprego, economia e desregulação.

Em uma manhã de incessantes tweets, Trump também teve tempo de atacar o senador democrata Richard Blumenthal, que foi chamado de "vigarista" depois de criticar a Casa Branca por tentar politizar o Departamento de Justiça para amedrontar jornalistas e informadores que vazem ou publiquem informação.

Trump disse que Blumenthal não pode "opinar sobre o envolvimento" com a Rússia durante as eleições do ano passado, já que mentiu sobre a participação na Guerra do Vietnã.

"Falou de suas batalhas no Vietnã, suas conquistas e o quão valente era, mas era tudo mentira. Chorou como um bebê para pedir perdão", disse Trump.

Há uma década Blumenthal assegurou que tinha sido enviado ao Vietnã; um dos meios criticados hoje por Trump, o "New York Times ", foi o responsável por revelar que era mentira.

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