Chanceleres rejeitam Constituinte venezuelana e respaldam entes democráticos

Lima, 8 ago (EFE).- Os chanceleres e representantes de 17 países das Américas reunidos em Lima afirmaram nesta terça-feira que "não tolerarão golpes militares nem autogolpes" e que só apoiarão as instituições democráticas da Venezuela, ao salientar que desconhecem a Assembleia Constituinte instalada na sexta-feira passada.

Em uma reunião na capital peruana para abordar a crise na Venezuela, o chanceler chileno, Arauto Muñoz, expressou que seu país "não aceita golpes militares, autogolpes ou levantes militares".

"Queremos que se restabeleça a ordem democrática, através de uma negociação crível, sincera, com efeitos reais", sustentou Muñoz ao acrescentar que "há vontade de contribuir para uma saída negociada pelos próprios venezuelanos para que definam seu futuro".

O secretário de Relações Exteriores do México, Luis Videgaray, destacou o respaldo do grupo ao parlamento venezuelano, de maioria opositora, e insistiu que os atos jurídicos, como contratos e financiamentos internacionais que o governo venezuelano solicitar, "só serão reconhecidos quando tal assembleia os tenha aprovado".

"Esta medida valida nossa postura a favor das instituições democraticamente eleitas na Venezuela", indicou Videgaray.

Representando o Brasil, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, declarou que não se pode "admitir a continuidade desse horror" na Venezuela, após explicar a suspensão indefinida desse país aprovada pelo Mercosul no último final de semana.

Já a chanceler do Panamá, Isabel de Saint de Malo, afirmou que este grupo de países que se reuniu em Lima "não deixará o povo venezuelano sozinho".

"Estaremos vigilantes pelo retorno à democracia e vemos com muito bons olhos a decisão de seguir de perto a situação no país", acrescentou.

Participaram da reunião de hoje em Lima representantes de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai e Peru, entre outros.

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