Coreia do Norte ameaça atacar bases americanas na ilha de Guam

Seul, 9 ago (EFE).- A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira (data local) atacar as bases militares dos Estados Unidos na ilha de Guam, horas depois de o presidente Donald Trump elevar o tom das suas advertências a Pyongyang e de o Pentágono enviar novos bombardeiros B-1B à península.

O regime norte-coreano está "analisando cuidadosamente um plano operativo para um fogo envolvente em torno de Guam com mísseis de alcance médio-longo Hwasong-12 para conter as principais bases estratégicas dos Estados Unidos na ilha, incluindo a Base Aérea de Andereson (sic)", disse um porta-voz do Exército Popular da Coreia do Norte (KPA) em um comunicado divulgado pela agência estatal "KCNA".

A Base aérea de Andersen aloja os bombardeiros estratégicos B-1B, que ontem voltaram a ser enviados pelos Estados Unidos à península coreana, segundo antecipou a agência "Yonhap" citando fontes militares sul-coreanas.

"Na manhã de 8 de agosto os piratas aéreos de Guam voltaram a aparecer no céu acima do sul da Coreia para realizar uma amalucada manobra que simula uma guerra real", acrescentou o porta-voz norte-coreano, que acusa Washington de estar mobilizando ativos nucleares estratégicos de Guam e da Califórnia.

O texto norte-coreano é publicado poucas horas depois de o presidente americano, Donald Trump, advertir ao regime de Kim Jong-un que encontrará "uma fúria e um fogo jamais vistos no mundo" se não deixa de ameaçar os Estados Unidos.

Os anteriores comunicados intimidantes de Pyongyang condenavam o último pacote de sanções da ONU - do quais consideram os EUA os maiores responsáveis - em castigo pelos seus programas de armas e ameaçavam empreender "ações físicas" contra território americano.

Estas últimas sanções constituem o pacote mais severo aprovado até agora, já que buscam reduzir os investimentos das exportações norte-coreanas em US$ 1 bilhão (um terço do total) ao ano.

Estas sanções da ONU chegam em resposta ao primeiro míssil balístico intercontinental lançado pela Coreia do Norte em sua história, no último dia 4 de julho, um marco ao qual se seguiu o lançamento em 28 de julho de um segundo projétil deste tipo.

Os contínuos testes de armas de Pyongyang aumentaram nos últimos meses a tensão na peninsula e elevaram o tom da Casa Branca, onde se insinua de maneira constante a possibilidade de atacar a Coreia do Norte de maneira preventiva.

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