Coreia do Norte critica China e Rússia por apoio a sanções da ONU

Seul, 8 ago (EFE).- A Coreia do Norte disse nesta terça-feira que China e Rússia, dois de seus aliados mais próximos, e outros países que apoiaram as últimas sanções da ONU contra o regime de Kim Jong-un por seus testes de mísseis, deveriam "sentir vergonha" e "pagar caro" por isso.

Em um texto publicado nesta terça-feira pela agência estatal de notícias "KCNA", o regime lembrou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que é considerado por Pyongyang como o principal promotor das sanções, "estendeu seu agradecimento à China e à Rússia por sua cooperação na adoção da resolução".

Os países que apoiaram as sanções, segundo Pyongyang, o fizeram "após abandonarem suas crenças, suas consciência e obrigações, e deveriam sentir vergonha perante a consciência do mundo, deveriam refletir profundamente sobre os seus erros diante do tribunal severo da história e da humanidade e pagarem caro por isso".

O documento também acusa os 15 países que integram o Conselho de Segurança, que apoiaram unanimemente as sanções, de "estarem assustados pelas ameaças dos EUA".

Não é habitual que a Coreia do Norte se dirija com tanta dureza a China e Rússia, dois membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU com direito a veto, mas que, assim como os outros 13 integrantes do órgão, deram autorização para as novas sanções.

O comentário parece refletir a deterioração das relações de Pyongyang com seu entorno mais próximo diante da escalada de seus testes de armas e também sua raiva por esta nova punição da ONU.

A resolução aprovada no sábado reduz em até US$ 1 bilhão por ano os investimentos que o regime de Pyongyang obtém com as exportações.

O texto inclui o veto às exportações de carvão da Coreia do Norte, o que representará ao país a perda de US$ 401 milhões por ano; de ferro (US$ 250 milhões); chumbo (US$ 110 milhões) e mariscos (US$ 300 milhões), entre outras medidas contra empresas e entidades que apoiem os programas armamentistas do país.

As sanções da ONU são uma resposta ao primeiro míssil balístico intercontinental (ICBM) que o regime lançou no dia 4 de julho, um feito armamentista que foi seguido pelo lançamento de um segundo projétil deste tipo em 28 de julho.

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