Decisão de deixar EUA de fora de reunião sobre a Venezuela foi coordenada

Lima, 8 ago (EFE).- Os Estados Unidos não foram convidados para reunião de chanceleres da região em Lima sobre a situação na Venezuela, mas a ausência do país no encontro foi conversada e coordenada com o governo americano.

Fontes consultadas pela Agência Efe afirmaram que a decisão de deixar os EUA de fora da reunião nunca foi um segredo e nem um menosprezo com o governo de Donald Trump, mas sim uma "consideração" que foi acertada com o subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado, Thomas Shannon.

Da mesma forma, as fontes ouvidas pela Efe confirmaram que os ministros das Relações Exteriores da Espanha e do Reino Unido conversaram com o chanceler do Peru, Ricardo Luna, anfitrião do encontro, sobre o que foi discutido na reunião de hoje.

O Departamento de Estado dos EUA não quis responder às perguntas da Efe sobre a ausência do país na reunião.

Os chanceleres e representantes de 17 países da América Latina e do Caribe iniciaram hoje, em Lima, uma reunião convocada com urgência para buscar uma posição conjunta e oferecer uma saída negociada para a crise enfrentada pela Venezuela.

O Brasil é representado pelo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes.

Os analistas esperam que, após o encontro, seja publicada um comnicado conjunto sobre a ordem constitucional na Venezuela, criticando a nova Assembleia Nacional Constituinte e em defesa dos direitos humanos da população do país.

O governo do Peru indicou que esperará a reunião de chanceleres para tomar uma ação individual sobre a crise venezuelana. Luna indicou que o problema não é bilateral, mas sim da região, e deve ser enfrentado com seriedade.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos