"El Chapo" Guzmán advogado que livrou famoso mafioso americano da prisão

Nova York, 8 ago (EFE).- O narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, detido em Nova York à espera de julgamento, contratou o advogado Jeffrey Lichtman, conhecido por sua defesa do mafioso John A. Gotti, segundo confirmou nesta terça-feira à Agência Efe o próprio profissional.

Guzmán foi extraditado aos Estados Unidos no último dia 19 de janeiro e desde então foi representado por um grupo de advogados de ofício.

Em um documento, esses defensores comunicaram ao juiz nesta segunda-feira que o mexicano chegou a um acordo para montar uma defesa particular, ainda que tenham ressaltado que o novo advogado está à espera de receber do governo garantias de que poderá cobrar seus honorários antes de assumir o caso de forma oficial.

As autoridades exigem de "El Chapo" mais de US$ 14 bilhões por suas atividades como suposto líder do Cartel de Sinaloa, razão pela qual o advogado quer assegurar-se que o dinheiro do seu contrato não será confiscado.

O documento não identificava o novo advogado do narcotraficante, mas o portal "Vice News" antecipou hoje que se trata de Lichtman, uma informação que ele mesmo confirmou à Efe.

Através de um e-mail, o advogado disse que espera poder se apresentar em breve perante o tribunal para representar Guzmán.

Lichtman, que abriu seu escritório em Nova York em 1999, é conhecido principalmente por ter conseguido que John A. Gotti evitasse a prisão por meio da anulação de julgamento em que enfrentava várias acusações por crime organizado.

Conhecido como "Junior" por ser filho do falecido líder dos Gambino, John Gotti, o suposto mafioso liderou o clã entre 1992 e 1999, segundo as autoridades.

"El Chapo" está sendo acusado de 17 delitos como líder do Cartel de Sinaloa, entre eles tráfico de drogas, uso ilegal de armas e lavagem de dinheiro.

Guzmán, que pode ser condenado à cadeia perpétua, se declarou inocente e está preso em uma prisão de Nova York em meio a grandes medidas de segurança, após suas duas fugas de prisões mexicanas.

Na semana passada, o narcotraficante solicitou ao juiz que despreze essas acusações por considerar que foi extraditado de forma ilegal do México.

Sua próxima aparição perante a corte está prevista para o dia 14 de agosto, mas a expectativa é que o julgamento não comece até abril do ano que vem.

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