Grupo de 17 países busca acordo conjunto para solucionar crise na Venezuela

(Corrige nome da chanceler da Colômbia no segundo parágrafo).

Lima, 8 ago (EFE).- Os chanceleres e representantes de 17 países da América e do Caribe iniciaram nesta terça-feira em Lima uma reunião convocada com urgência pelo Peru para buscar uma posição conjunta e encontrar uma saída negociada para a crise política e social na Venezuela.

A reunião, iniciada na manhã de hoje na sede do Ministério das Relações Exteriores do Peru, conta com a participação dos chanceleres da Argentina, Jorge Faurie, do Brasil, Aloysio Nunes, do Chile, Arauto Muñoz, da Colômbia, María Ángela Holguín, do México, Luis Videgaray, e do Peru, Ricardo Luna.

Além deles, também estão presentes os de Costa Rica, Manuel González Sanz, da Guatemala, Carlos Morales, da Guiana, Carl Barrington, de Honduras, María Dolores Agüero, da Jamaica, Kamina Johnson Smith, do Panamá, Isabel de Saint Malo, do Paraguai, Eladio Loizaga, e de Santa Lúcia, Sarah Flood-Beaubrun.

O Canadá é representado por seu vice-chanceler, David Morrison. Já o Uruguai, por seu embaixador no Peru, Carlos Barros. Granada enviou seu representante permanente na Organização de Estados Americanos (OEA), Angus Friday.

Está previsto que após a reunião seja emitida uma resolução conjunta sobre a ordem constitucional na Venezuela, de rejeição à nova Assembleia Constituinte e a favor dos direitos humanos do povo venezuelano.

Além disso, espera-se que o presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, ofereça algumas declarações sobre o assunto após as conclusões.

O governo peruano apontou que esperará a reunião de chanceleres terminar para tomar uma ação individual sobre a crise venezuelana, já que, segundo indicou Luna, não se trata de "um problema bilateral", mas da região, que deve encará-lo "com seriedade".

Peru e a Venezuela mantêm uma relação tensa desde que Kuczynski assumiu a presidência, em 2016, e pediu a criação de uma "liga de países amigos" para enfrentar a crise venezuelana e promover uma transição democrática.

Na semana passada, o presidente peruano disse que seu governo procura contribuir para "resolver a crise humanitária que vive" a Venezuela, por isso anunciou a ampliação da vigência da permissão temporária de residência aos venezuelanos no Peru.

A Venezuela registra desde o dia 1º de abril uma série de manifestações que já deixaram 121 mortos, situação que se agravou desde a eleição da Assembleia Nacional Constituinte, da qual a oposição não participou por considerar o processo fraudulento.

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