Imigrantes defendem programa para jovens sem documentos em protesto nos EUA

Miami (EUA), 8 ago (EFE).- Grupos comunitários e beneficiários do programa DACA para jovens sem documentos nos Estados Unidos se concentraram nesta terça-feira em Miami diante do escritório do congressita republicano Mario Díaz-Balart para exigir que "defensa e projeta" este coletivo.

Mais de 100 ativistas e jovens imigrantes se manifestaram em defesa do DACA (Ação Diferida para as Chegadas na Infância), um programa criado pela Administração Barack Obama para proteger os filhos de pessoas sem documentos chegadas aos EUA na infância da deportação a seus países de origem.

Os beneficiários são conhecidos nos EUA como "dreamers" (sonhadores).

"O DACA é o único mecanismo que protege da deportação os dreamers (sonhadores), cerca de 800 mil jovens sem documentos em toda a nação que só têm esse programa para poder trabalhar", apontou à Agência Efe a ativista María Asunción Bilbao, da organização United Dreams.

O grupo levava um cheque simbólico de grande tamanho com a intenção de entregá-lo a Díaz-Balart.

Com esse cheque os manifestantes querem sensibilizar o congressista sobre a importância de destinar os orçamentos fiscais para melhorar a educação e saúde, não para redobrar os ataques aos sem documentos.

Bilbao alertou sobre a ameaça causada pelo documento enviado recentemente por uma dezena de procuradores-gerais liderados pelo Texas, Ken Paxton, no qual pedem ao presidente Donald Trump que elimine o programa instituído por Barack Obama.

"O DACA está sob ataque e há muito medo entre os 'dreamers' (sonhadores) de que o pedido e pressão destes procuradores sejam atendido por Trump", acrescentou a ativista, que assegurou que, "como mãe e lutadora durante anos por esse programa", não vai ficar de braços cruzados perante esta ofensiva antiimigrante.

Sob a lema de "Mario, não mais dinheiro para o ódio", os manifestantes pediram ao congressista que vote contra o orçamento fiscal da Administração Trump e que "lute por salvar a saúde, a educação e por defender o DACA e o TPS (Estatuto de Proteção Temporária para salvadorenhos, hondurenhos e outros)".

"Para famílias imigrantes como a minha, a máquina de deportação de Trump é trágica. Significa que haverá crianças que serão separados dos seus pais e familiares", apontou Selina Cervantes, residente no Alabama, que se uniu à concentração.

Outra mãe sem documentos de dois jovens "sonhadores", María Pérez, explicou que o programa DACA "mudou" a vida dos seus filhos e "é o único que os protege da deportação".

"Se nos tirarem o DACA, nossos filhos e filhas serão os seguintes alvos de deportação", disse na concentração organizada pela Coalizão de Imigrantes da Flórida, We Count!, o Comitê de Serviços de Amigos Americanos, o Centro de Trabalhadores de Miami, United We Dream e a rede nacional pró-imigrante FIRM, entre outras.

No começo de junho, o Governo de Trump anunciou que manteria intacto o DACA, mas depois houve iniciativas e sinais que fazem temer por seu fim.

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