Kempes critica Maradona por declarações de apoio ao presidente da Venezuela

Buenos Aires, 8 ago (EFE).- O ex-jogador argentino Mario Kempes criticou nesta terça-feira o compatriota Diego Maradona, que se ofereceu como um "soldado" do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na luta contra o imperialismo.

"Maradona, como você pode apoiar a morte de 124 jovens? Por defender a liberdade e a democracia de seu país? Não à ditadura! Venezuela livre", escreveu o ex-atacante, campeão do mundo com a Argentina em 1978, nas redes sociais, citando as vítimas dos protestos contra e a favor do governo na Venezuela.

Mais tarde, Kempes foi entrevistado pela rádio "Mitre" e afirmou que "doeu muito" que uma pessoa como Maradona apoie Maduro.

"Qualquer pessoa com dois neurônios não diria isso. Tenho parentes na Venezuela que estão passando por uma situação ruim. Não se pode defender o indefensável, um tirano na Venezuela", afirmou Kempes, que jogou a Copa do Mundo de 1982 com Maradona.

"Ele é argentino, vive com os deuses. Me dói que alguém que não esteja vivendo em um país não tenha humanidade. São meninos defendo seu país. Esses tiranos venderam a Venezuela para os russos e para os chineses", completou o ex-atacante.

Maradona disse no Facebook que, quando Maduro ordenar, estará vestido de soldado para lutar por uma Venezuela livre e contra o imperialismo no país.

O craque argentino já tinha manifestado em reiteradas oportunidades seu apoio tanto ao ex-presidente da Venezuela, Hugo Chávez, morto em 2013, como a Maduro, seu sucessor.

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