Otan diz que visita de Putin à Abkhazia prejudica acordo com a Geórgia

Bruxelas, 8 ago (EFE).- A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) lamentou nesta terça-feira a visita do presidente da Rússia, Vladimir Putin, à região separatista da Abkhazia e avaliou que a viagem prejudica a possibilidade de chegar a um acordo de paz nove anos depois da guerra de independência da região da Geórgia.

"A visita do presidente Putin à região georgiana da Abkhazia, no nono aniversário do conflito armado, vai em detrimento dos esforços internacionais por encontrar um acordo pacífico e negociado", disse o porta-voz da Otan, Dylan White.

A Otan criticou que a visita tenha ocorrido "sem o consentimento prévio das autoridades da Geórgia", destacou o porta-voz. "A Otan está unida em seu total apoio à soberania e à integridade territorial da Geórgia dentro das fronteiras internacionalmente reconhecidas", completou.

Putin afirmou hoje que a Rússia garante a segurança e a independência da república separatista da Abkhazia durante a viagem que foi condenada pela Geórgia.

Essa é a segunda vez que o presidente russo vai à região de cerca de 250 mil habitantes. A primeira visita ocorreu em 2013, cinco anos após a guerra em Ossétia do Sul, que também se separou da Geórgia.

O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, defendeu hoje a decisão tomada por ele em 2008 de enviar tropas a Ossétia do Sul em defesa da população local, em grande parte cidadãos russos.

Após expulsar as tropas georgianas da região, a Rússia reconheceu a independência da Abkhazia e da Ossétia do Sul, decisão apoiada também pela Venezuela e a Nicarágua, mas que foi condenada por grande parte da comunidade internacional.

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