Parlamento da África do Sul rejeita nova moção de censura contra Zuma

Joanesburgo, 8 ago (EFE).- O parlamento da África do Sul rejeitou nesta terça-feira uma moção de censura apresentada contra o presidente do país, Jacob Zuma, protegido pelos deputados de seu partido contra as investidas da oposição, que quer destituí-lo do cargo ao acusá-lo de abuso de poder.

A proposta, que foi negada por 198 votos contrários contra 177 favoráveis e nove abstenções, acusava o presidente de corrupção e o responsabilizava por uma crise econômica que fez com que 2 milhões de pessoas perdessem seus empregos no país desde 2009, quando Zuma chegou ao poder.

Essa moção de censura, a sétima enfrentada por Zuma como presidente, foi a primeira na qual os deputados puderam votar de forma secreta.

O presidente sul-africano se manterá no cargo após um intenso debate classificado pelo governo como "espetáculo político". Aliados de Zuma chegaram a falar até em "golpe de Estado". A oposição o acusa de "criminoso" e de ter violado a Constituição.

Zuma, de 74 anos, responde a 783 casos de corrupção. No ano passado, por ordem do Tribunal Constitucional, o presidente foi obrigado a devolver aos cofres públicos 500 mil euros gastos de forma irregular na reforma de sua residência particular.

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