Rohani propõe novo governo sem mulheres e com poucas caras novas

Teerã, 8 ago (EFE).- O presidente do Irã, Hassan Rohani, apresentou nesta terça-feira sua proposta de novo governo ao Parlamento, na qual sugere poucas mudanças e não há mulheres ministras, como tinha prometido durante a campanha eleitoral.

A proposta inclui apenas oito novos ministros e mantém no cargo titulares importantes, como os de Relações Exteriores, Mohamad Yavad Zarif; Interior, Abdolreza Rahmani Fazli; Inteligência, Mahmoud Alavi; e Petróleo, Bijan Zangane, segundo a lista publicada na página oficial do Parlamento.

As pastas que sofrem mudanças são as de Defesa; Informação e Comunicação; Economia e Fazenda; Educação; Justiça; Indústria; Cultura e Energia, algumas das quais tinham sido alvo de críticas nos últimos meses.

Entre as caras novas se destaca o general de brigada Amir Hatami, atual vice-ministro de Defesa e comandante do Exército, que substitui Hossein Dehqan nesse Ministério.

Por sua vez, Masud Karbasian, que era o vice-ministro de Economia e chefe de Alfândegas, assume o Ministério de Economia e Fazenda no lugar de Ali Tayebnia.

Para a pasta de Justiça, Rohani propôs Alireza Avai, presidente do órgão provincial de Justiça de Teerã, presente na lista de 32 personalidades iranianas que em 2011 tiveram a entrada na União Europeia (UE) proibida por violações de direitos humanos.

A lista conta com 17 ministros, um a menos que no governo atual, já que Rohani ainda não propôs ninguém para ocupar o cargo de Ciência e Tecnologia.

Além de poucas mudanças, essa primeira lista não inclui ministros jovens - apenas o de Informação, Mohamad Javad Jahromi, tem menos de 40 anos -, nem mulheres.

Com isso, Rohani deixa de cumprir uma de suas promessas eleitorais. Anteriormente, uma de suas três vice-presidentes chegou a adiantar que duas ou três ministras entrariam no novo governo.

Sobre o tema, a ativista reformista Saede Sima disse à Agência Efe que é melhor "não ter uma visão baseada na questão de gênero" e esperar para ver se os ministros, ainda que sejam homens, darão atenção aos direitos da mulher.

Para Saede, se os ministros nomearem mulheres para os cargos de diretoras-gerais e lhes darem maiores responsabilidades, isto pode ser "mais importante do que a presença de uma ou duas ministras no gabinete".

A carta de Rohani, com os currículos dos ministros e seus programas, foi lida aos disputados pelo vice-presidente do Parlamento, Masoud Pezeshkian.

Os deputados têm agora uma semana para revisar os programas dos ministros propostos e depois, em várias sessões abertas, o Parlamento deve dar seu voto de confiança.

Rohani tomou posse para um segundo mandato em uma cerimônia perante o Parlamento no último sábado, dois dias depois de ser ratificado pelo líder supremo, Ali Khamenei.

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