Comissão Eleitoral do Quênia nega interferências em seu sistema informático

Nairóbi, 9 ago (EFE).- O responsável pela Comissão Eleitoral do Quênia, Ezra Chiloba, assegurou nesta quarta-feira que seu sistema informático não sofreu nenhuma interferência externa "antes, durante nem após" as eleições gerais realizadas ontem.

Chiloba afirmou que os sistemas de transmissão de resultados e de contagem de votos são "seguros", em resposta às acusações do líder opositor, Raila Odinga, que nesta manhã denunciou um ataque cibernético à base de dados eleitorais para manipular os resultados.

Odinga disse que hackers tinham entrado no sistema de contagem de votos com a identidade do diretor de telecomunicações da Comissão, Chris Msando, assassinado há dez dias, e carregado um algoritmo que outorgava uma vantagem constante de 11 pontos a seu rival, o atual presidente, Uhuru Kenyatta.

Os documentos apresentados por Odinga continham tentativas infrutíferas de acesso ao sistema com o nome de usuário e a senha de Msando, bem como com os do presidente da Comissão, Wafula Chebukati.

A esse respeito, Chiloba assegurou que nunca "se revelou nenhuma senha a ninguém".

Além disso, explicou que a instituição está colaborando com agentes de diferentes partidos políticos do Quênia para confrontar os resultados provisórios com as atas eleitorais, e pediu paciência aos eleitores.

Até o momento, a Comissão Eleitoral recebeu cerca de 29.000 do total de 40.883 atas eleitorais.

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