Dois manifestantes morrem por disparos da polícia em protestos no Quênia

Nairóbi, 9 ago (EFE).- Dois manifestantes morreram nesta quarta-feira em Mathare, uma favela de Nairóbi, por disparos da polícia, que dispersou dezenas de manifestantes com gás lacrimogêneo e tiros ao ar.

As duas pessoas foram atingidas após "tentarem atacar a polícia no subúrbio de Mathare", afirmou o comandante da polícia de Nairóbi, Japeth Koome, à rádio local "Citizen".

Na manhã de hoje, dezenas de cidadãos interromperam a passagem com barricadas em uma estrada do bairro de Mathare utilizando pedras e fogueiras após serem reveladas as denúncias de fraude eleitoral realizadas pelo candidato opositor, Raila Odinga.

Cerca de 30 policiais dispersaram as dezenas de jovens com gás lacrimogêneo, que fugiram correndo.

Minutos mais tarde, quando a polícia tirou as pedras da rua, os quenianos voltaram a tomar a via aos gritos de "queremos paz, só queremos paz".

"De acordo com o que vimos até agora, estas não são eleições livres e justas", disse à Agência Efe o jovem manifestante Philip Okea.

Em outros pontos do país, como em Kisumu (oeste), a polícia também fez uso de gás lacrimogêneo para dispersar um pequeno grupo de manifestantes que saíram às ruas em apoio a Odinga.

No entanto, horas mais tarde, as principais cidades do país recuperaram a calma após os incidentes registrados durante a manhã.

Depois que a Comissão Eleitoral divulgou os primeiros resultados parciais que dão vitória a Kenyatta com 54% dos votos, Odinga denunciou uma fraude em massa do sistema informático de contagem de votos.

Perante estas denúncias, o presidente da Comissão Eleitoral, Wafula Chebukati, afirmou que, ainda que acredita no sistema de contagem e transmissão dos votos, serão investigadas as denúncias realizadas pela oposição.

Por sua vez, o Governo do Quênia pediu "responsabilidade" aos cidadãos perante esta grande tensão vivida no país.

Em 2007, Raila Odinga também rejeitou os resultados das eleições que perdeu, o que derivou em uma onda de violência na qual morreram mais de 1,1 mil pessoas.

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