EUA expulsam 2 diplomatas cubanos por incidente em sua embaixada em Havana

(Atualiza com novas informações).

Washington, 9 ago (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira que no último mês de maio expulsaram dois diplomatas da embaixada de Cuba em Washington, depois que "alguns" dos seus funcionários na sua legação de Havana tiveram que retornar ao país devido a "incidentes" que lhes causaram "sintomas físicos".

O anúncio foi feito pela porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, na sua coletiva de imprensa diária, após ser perguntada por "incidentes" na embaixada dos EUA em Cuba ocorridos em 2016, dos quais não precisou mais detalhes.

A porta-voz disse que o governo de Donald Trump "encara muito seriamente" estes "incidentes", porque o Executivo cubano "tem a responsabilidade de proteger" o pessoal diplomático americano "segundo a Convenção de Genebra".

Os EUA investigavam estes "incidentes" há meses, mas a porta-voz afirmou não conhecer "a fonte ou a causa" dos mesmos, nem indicou quantas pessoas teriam sido afetadas.

Tampouco declarou quantos funcionários americanos deixaram a embaixada de Havana como consequência do incidente ou se foram substituídos, mas assegurou que todos os afetados são pessoal do Departamento de Estado.

No entanto, a emissora "CNN", citando fontes oficiais, afirmou que pelo menos dois diplomatas americanos tiveram que ser levados de volta ao país para receber tratamento após serem alvo de "um ataque acústico com dispositivos de som", sem detalhar quem o teria provocado nem onde.

Como resultado deste "ataque", alguns diplomatas sofreram perda de audição permanente, indicaram as fontes da emissora.

Por sua vez, Nauert não explicou em que consistem a "variedade de sintomas físicos" dos quais falou, porque - segundo precisou - a política do governo dos EUA é não entrar em detalhes quando se trata de assuntos médicos que afetam seus cidadãos.

"Alguns dos nossos funcionários tiveram a opção de deixar Cuba por razões de saúde. Como resultado disso, pedimos a dois funcionários cubanos que deixassem os Estados Unidos e assim o fizeram. Encaramos a situação muito seriamente", relatou.

Perguntada por que a expulsão dos funcionários cubanos se produziu em maio deste ano se os "incidentes" ocorreram em 2016, a porta-voz se limitou a responder que "leva tempo" determinar o ocorrido, uma vez que se requer "exames médicos".

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