FBI fez operação policial em julho em imóvel de ex-chefe de campanha de Trump

Washington, 9 ago (EFE).- O FBI realizou em julho uma operação policial em um imóvel que pertence a Paul Manafort, que foi chefe de campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, obedecendo a uma ordem de busca e apreensão.

"Agentes do FBI executaram uma ordem de busca em uma das residências de Manafort", afirmou o porta-voz do antigo colaborador do presidente americano em um comunicado.

A nota foi divulgada depois de o "The Washington Post" ter informado que agentes do FBI estiveram em um imóvel de Manafort na cidade de Alexandria, nos arredores da capital dos EUA.

Os agentes foram ao local sem aviso prévio no dia 26 de julho e buscavam documentos, segundo o jornal.

O "Post" cita como fontes "pessoas familiarizadas" com a investigação do procurador especial Robert Mueller sobre a ingerência da Rússia nas eleições de 2016 e os possíveis laços da campanha de Trump com o governo de Vladimir Putin.

"Manafort cooperou de maneira consistente com as forças da ordem e outras investigações importantes, e assim também o fez nesta ocasião", completou o porta-voz, sem dar mais detalhes da ação.

A operação ocorreu um dia depois de Manafort ter prestado depoimento de forma voluntária no Comitê de Inteligência do Senado, que também investiga a interferência russa nas eleições.

O ex-chefe de campanha de Trump já tinha entregado anteriormente, também de forma voluntária, documentos aos comitês do Congresso que investigam o caso.

Um assessor da Casa Branca disse ao "Post" que o FBI poderia ter simplesmente pedido os documentos necessários a Manafort.

Manafort está no foco dos investigadores do FBI e do Senado sobre os possíveis contatos entre a Rússia e a equipe de Trump.

Antes de chefiar a campanha vitoriosa do presidente, ele trabalhou para um bilionário que tinha como objetivo beneficiar o governo de Putin. Além disso, fez negócios irregulares com partidos pró-Rússia na Ucrânia.

O ex-chefe de campanha de Trump também foi notícia no mês passado, após a revelação de que participou de uma reunião, ao lado de Donald Trump Jr., filho do presidente, com a advogada russa Natalia Veselnitskaya. O objetivo do encontro era obter informações comprometedoras sobre a então candidata Hillary Clinton.

Segundo Veselnitskaya, Manafort ficou olhando o celular durante toda a reunião.

Na semana passada, a imprensa americana afirmou que a investigação de Mueller já tem elementos suficientes para merecer a formação de um grande júri.

Esse passo, que permite requerer documentos e realizar depoimentos juramentados, é um sinal de que a investigação tem mais peso do que Trump gostaria, que chama todo o caso de uma "farsa" e de "caça às bruxas".

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