Israel se reuniu com Rússia e EUA para negociar trégua na Síria, diz jornal

Jerusalém, 9 ago (EFE).- Israel manteve encontros secretos com Rússia e Estados Unidos quando as partes negociavam o cessar-fogo que entrou em vigor há um mês no sul da Síria para advertir sobre a influência iraniana perto de suas fronteiras, revelou nesta quarta-feira o jornal "Haaretz".

Israel mostrou suas objeções ao acordo apresentado por Moscou e Washington, ao considerar que este não dava atenção suficiente à presença iraniana e de seus aliados, como a milícia xiita Hezbollah.

As partes discutiram o estabelecimento de "zonas de segurança" nos limites sírios com a Jordânia e com Israel, diz o jornal, que cita fontes diplomáticas e oficiais israelenses, cujas identidades não foram reveladas.

Representantes do Ministério das Relações Exteriores, da Defesa, do serviço de espionagem israelense Mossad e do exército participaram de vários encontros organizados em Amã e em capitais europeias, afirma o "Haaretz".

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, advertiu no dia em que a trégua entrou em vigor que este cessar-fogo "não deve permitir a consolidação de uma presença militar do Irã e de seus aliados na Síria, de maneira geral, e no sul, em particular".

A cessação de hostilidades afetava três províncias sírias: Quneitra, limítrofe com Israel, e Daraa e As-Suwayda, fronteiriças com a Jordânia.

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