Representante de Guam pede que Trump evite conflito com Pyongyang

Bangcoc, 9 ago (EFE). - A delegada de Guam na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Madeleine Bordallo, pediu nesta quarta-feira ao presidente, Donald Trump, que trabalhe com a comunidade internacional e com a China para evitar um conflito com o Executivo de Pyongyang, após a ameaça da Coreia do Norte de atacar a ilha no Oceano Pacífico.

Madeleine, que não tem direito a voto no Congresso, criticou a atitude do governante americano, que ontem advertiu que o regime de Kim Jong-un "enfrentará fogo e fúria como o mundo nunca viu" se continuar ameaçando os Estados Unidos.

A mensagem do presidente é "preocupante e inútil e não estabelece uma estratégia clara sobre como abordará as crescentes ameaças da Coreia do Norte", apontou a congressista no comunicado em que pede a não tolerância ao comportamento "temerário" do líder asiático.

"Peço encarecidamente ao presidente para que explore todas as vias para responder pacificamente a situação e evitar que o conflito se agrave ainda mais", sentenciou a política.

Horas antes, o governador de Guam, Eddie Calvo, descartou um hipotético ataque com mísseis balísticos da Coreia do Norte em um vídeo publicado no Facebook. Calvo afirmou que falou sobre o desafio bélico com responsáveis da Casa Branca e representantes militares e "que as defesas da ilha sempre estão preparadas para qualquer contingência, seja de caráter natural ou criado pelo homem" ao lembrar que no passado já foram vistas ameaças similares.

George Charfauros, conselheiro de Segurança Nacional de Guam, destacou na coletiva de imprensa divulgada nas redes sociais que existem chances mínimas de um ataque balístico norte-coreano passe pelo sistema de defesa antimísseis desdobrado pelos Estados Unidos.

Guam, cujo status é de "território não incorporado norte-americano", tem 163 mil habitantes e fica a, aproximadamente, 3.430 quilômetros ao sudeste da Coreia do Norte.

Um porta-voz do Exército Popular da Coreia do Norte (KPA) informou hoje que Pyongyang analisa um plano para atacar Guam "com mísseis de alcance médio-longo Hwasong-12 para conter as principais bases estratégicas dos Estados Unidos na ilha, incluindo a Base Aérea de Anderson".

Especialistas em defesa estimam que um míssil lançado pelo regime norte-coreano impactaria no máximo em 15 minutos em Guam, que tem 6 mil soldados desdobrados e onde as bases militares americanas ocupam um quarto da ilha. A Base Aérea de Anderson, no nordeste da ilha, abriga os B-1B com capacidade nuclear, que ontem voltaram a ser enviado pelos Estados Unidos à Península coreana, segundo a agência "Yonhap", que entrevistou fontes militares sul-coreanas.

O desafio norte-coreano foi lançado apenas algumas horas depois de a mensagem de advertência enviada por Trump.

Os anteriores comunicados intimidadores de Pyongyang condenavam as últimas sanções da Organização das Nações Unidas (ONU) - do que consideram Washington o maior responsável - em castigo pelos seus programas de armas e ameaçavam com fazer "ações físicas" contra o território americano. Estas últimas sanções são as mais severas aprovadas até o momento, já que buscam reduzir os investimentos das exportações norte-coreanas em US$ 1 bilhão (um terço do total) ao ano.

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