Trump é processado por tentar proibir transexuais nas forças armadas

Washington, 9 ago (EFE).- Vários militares transexuais apresentaram nesta quarta-feira um processo contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o chefe do Pentágono, James Mattis, por tentar proibir a entrada de transexuais nas forças armadas.

O processo foi apresentado em um tribunal de Washington com base em vários tweets nos quais Trump ordenou no último dia 26 de julho que se proíba o acesso de transexuais às forças armadas devidas ao custo médico e ao impacto que têm na disciplina militar.

Os litigantes, cujos nomes reais não são revelados no caso, denunciam como inconstitucional que o Executivo mude sua política sobre a participação de transexuais nas forças armadas e não se cumpram seus contratos devidos à sua suspensão prematura.

Apesar dos tweets não terem se traduzido ainda em nenhuma ordem formal que proíba a entrada de transexuais, os litigantes solicitam que o tribunal bloqueie a medida de todas formas.

Os litigantes, apoiados por duas organizações sem fins lucrativos, consideram que os tweets, no caso de Trump, devem ser considerados como uma "diretiva oficial", e afirmam que suas vidas se viram afetadas perante a incerteza criada sobre seu futuro.

A Casa Branca prometeu trabalhar com o Pentágono para executar a solicitação de Trump, que disse no mês passado que tinha tomado a decisão após consultas com seus "generais".

Por enquanto, o Pentágono não recebeu uma diretiva formal da Casa Branca sobre a mudança na política de aceitação de militares transexuais, algo que mudou durante a presidência de Barack Obama (2009-2017), que ordenou uma abertura.

O número de transexuais que servem nas forças armadas americanas oscilava em 2016 entre 1.300 e 6.600 dentro de um total de 1,3 milhão de integrantes do corpo militar, de acordo com um estudo encomendado pelo Pentágono.

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