Vice-presidente do Equador teme perseguição política em casos de corrupção

Quito, 9 ago (EFE).- O vice-presidente do Equador, Jorge Glas, afirmou nesta quarta-feira que teme ser vítima de uma perseguição política por parte da oposição, com denúncias que tentam ligá-lo à corrupção, como o escândalo envolvendo a Odebrecht.

Glas acusou a Controladoria-Geral do Estado de ter se transformado em um órgão que busca prejudicá-lo com denúncias sobre sua participação em um contrato de exploração de um campo de petróleo na Amazônia, alvo de investigação sobre irregularidades.

O vice-presidente equatoriano falou com os jornalistas depois de uma audiência de mais de sete horas na Promotoria-Geral do país. Glas foi dar sua versão dos fatos sobre as denúncias envolvendo o campo de petróleo e as investigações relacionadas à Odebrecht.

"As denúncias sobre o campo Singue são um caso claro de perseguição política por parte da Controladoria-Geral do Estado", disse Glas, ao explicar que sua única ligação com o caso foi pertencer, como alta autoridade, da direção da Petroecuador.

"Esse era um campo que estava fechado, que não tinha produção. Ele recebeu investimentos de mais de US$ 122 milhões, muito mais do que os US$ 27 milhões previstos e que gerou uma renda para o Estado de mais de US$ 120 milhões", completou.

O vice-presidente lamentou que, apesar dos valores, a Controladoria considere que houve prejuízo para o Estado. E afirmou que a negociação do contrato foi feito de forma exclusiva por técnicos da Secretaria de Hidrocarbonetos.

"Meu papel foi unicamente ser parte da direção", afirmou Glas, denunciando a existência de uma "agenda política" da oposição e de figuras políticas que não foram nomeadas por ele.

Sobre seu depoimento, livre e voluntário, sobre o caso Odebrecht, Glas disse quer que a Justiça seja aplicada sem "pressões midiáticas". Além disso, afirmou que a construtora brasileira é uma empresa "corrupta e corruptora".

"Corruptos confessos inventam oferecer algo em troca de rebaixar suas penas e atacam um governo e um processo político revolucionário que por dez anos mudou o país", acusou Glas.

"A verdade será revelada", completou o vice-presidente.

O nome de Glas apareceu em depoimentos de ex-diretores da Odebrecht que revelaram o esquema de pagamento de propina da construtora em vários países da América Latina.

Na última sexta-feira, Glas negou uma nova versão do ex-diretor da Odebrecht no Equador, José Conceição Filho, na qual ele afirma que, entre 2012 e 2016, a empresa pagou US$ 14,1 milhões ao vice-presidente.

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