Associação de Memória Histórica pede que Fundação Franca seja ilegalizada

Madri, 10 ago (EFE).- A Associação para a Recuperação da Memória Histórica da Espanha (ARMH) pediu nesta quinta-feira ao Parlamento que a Fundação Francisco Franco (FNFF) seja ilegalizada por atacar os direitos humanos e divulgar o legado do ditador, morto em 1975.

Em declarações à imprensa, o representante da ARMH Bonifacio Sánchez disse que a petição apresentada tem caráter genérico, não só contra a FNFF.

Concretamente, se trata de impedir associações que se dedicam a "injuriar as vítimas do franquismo e a elogiar a figura de um ditador" e evitar assim que "se beneficiem de doações que contam com deduções fiscais".

Sánchez também lamentou que não seja um "escárnio" na Espanha que alguém defenda o legado de Franco, diferentemente do que acontece na Alemanha com Hitler ou na Itália com Mussolini.

Segundo a associação, a fundação "vem fazendo constantemente declarações contra a lei de memória histórica" de 2007 (para a reparação das vítimas do franquismo e a eliminação dos seus símbolos) e "negando os crimes da ditadura ".

A FNFF foi criada em 1976 por simpatizantes da ditadura para a difusão da memória e obra de Franco.

A ARMH também insiste em que a fundação quer elogiar os valores de Franco durante as visitas ao Paço de Meirás, um palacete em que o general passava períodos de descanso.

A Fundação Franco assumiu há dois meses, por pedido da única filha do ditador, a gestão das visitas do público a essa propriedade, situada em Sada, município da província galega de La Coruña, com o objetivo de mostrar "a grandeza da figura de Francisco Franco".

O palacete, de meados do século XIX, e os terrenos adjacentes foram comprados em 1939 dos herdeiros da escritora espanhola Emilia Pardo Bazán (1851-1921) e dados como "presente do povo" ao ditador.

Em 2008, o local foi declarado Bem de Interesse Cultural, o que obriga a família Franco a abrir o recinto às visitas durante quatro dias por mês.

Alguns partidos políticos espanhóis de esquerda anunciaram também que registrarão na próxima semana uma proposta parlamentar para que o Paço de Meirás seja desapropriado e a Lei de Patrimônio Histórico Espanhol (1985) cumprida.

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