Oposição pede à Comissão Eleitoral que declare Odinga presidente do Quênia

Nairóbi, 10 ago (EFE).- A coalizão opositora pediu nesta quinta-feira à Comissão Eleitoral do Quênia que declare o líder, Raila Odinga, presidente legítimo da nação, porque, segundo os dados apresentados por uma fonte confidencial dessa instituição, tem uma vantagem de cerca de 700 mil votos sobre o atual chefe de Estado, Uhuru Kenyatta.

"Os resultados públicos - que outorgam a vitória a Kenyatta - são fraudulentos, porque houve intervenção nas eleições", assegurou em coletiva de imprensa o porta-voz da Super Aliança Nacional (NASA), Musalia Mudavadi.

Segundo contou, uma fonte interna da Comissão Eleitoral, cuja identidade não foi revelada por motivos de segurança, disse que Odinga tem, atualmente, 8,4 milhões de votos frente aos 7,7 milhões de Kenyatta.

"Após a experiência de Msando - o diretor de telecomunicações da Comissão, que foi achado morto em 31 de julho -, temos que ser muito cuidadosos, não podemos revelar nomes de fontes", disse.

Por tudo isso, "pedimos à Comissão Eleitoral que declare formalmente Raila Odinga presidente do país, e Kalonzo Musyoca - número dois da coalizão - vice-presidente", afirmou.

Mudavadi, que pediu à população que mantivesse a calma, qualificou de "crítica" a situação atual e explicou que sua coalizão entregou formalmente uma carta à autoridade eleitoral com todas as anomalias detectadas.

Além disso, diminuíu importância dos relatórios das diferentes missões internacionais de observação, que hoje aprovaram a transparência do processo.

"É fácil recorrer a um escritório de votação e dizer que tudo está bem, mas aí não está a fraude do processo. Quantos deles têm acesso ao processo de contagem?", questionou.

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