Premiê diz que Austrália apoiaria EUA em conflito com a Coreia do Norte

Sydney (Austrália), 11 ago (EFE).- O primeiro-ministro da Austrália, Malcolm Turnbull, disse nesta sexta-feira (data local) que seu país apoiaria os Estados Unidos em caso de um ataque da Coreia do Norte, uma declaração que ocorre em meio à escalada de tensão e ameaças mútuas entre Washington e Pyongyang.

"Se os EUA forem atacados pela Coreia do Norte, então invocaremos o Tratado ANZUS. A Austrália sairia em socorro dos EUA, da mesma forma que eles viriam em nossa ajuda se nos atacassem", disse Turnbull em entrevista à emissora "3AW".

Em caso de um ataque, explicou o primeiro-ministro, o apoio australiano dependeria das circunstâncias e de consultas com os aliados do país.

Ontem, Turnbull conversou com o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, a quem garantiu um suporte "mais sólido do que uma pedra".

Austrália, Nova Zelândia e EUA assinaram em 1951 o Tratado ANZUS (as siglas dos nomes dos três países em inglês) de cooperação em defesa. O governo australiano invocou o pacto pela última vez em 11 de setembro de 2001, após os ataques da Al Qaeda em Nova York.

A Coreia do Norte explicou que prepara um plano para disparar, ainda neste mês, dois mísseis de meio alcance no mar nos arredores de Guam, ilha no Oceano Pacífico que é sede de uma importante e estratégica base naval americana.

Trump disse que os EUA estão dispostos a responder à Coreia do Norte com "fogo e fúria". Hoje, ao perceber que a retórica de Pyongyang segue inalterada, o presidente americano ressaltou que sua ameaça pode não ter sido suficiente.

O republicano anunciou um aumento na despesa dos sistemas antimísseis diante dos testes da Coreia do Norte. Segundo a própria inteligência americana, o regime de Kim Jong-un já possui uma ogiva nuclear pequena o suficiente para ser instalada em um míssil intercontinental, capaz de atingir o território americano.

Turnbull afirmou que o Ministério da Defesa da Austrália não considera necessário instalar no país um sistema antimísseis como o THAAD, implementado pelos EUA na Coreia do Sul.

"Ele é projetado para proteger uma área relativamente pequena contra mísseis de curto e médio alcance. Está instalado em Israel, na Coreia do Sul. Mas não é projetado para proteger contra os mísseis balísticos de longo alcance intercontinental como os que a Coreia do Norte acaba de testar", afirmou.

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