Trump diz que não pensou em demitir procurador especial para o caso Rússia

Washington, 10 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira que não pensou em demitir o procurador especial que comanda as investigações sobre a interferência da Rússia nas eleições de 2016.

"Nem sequer pensei nisso", disse Trump sobre a possibilidade de demitir o procurador especial Robert Mueller, indicado pelo Departamento de Justiça para apurar a ingerência eleitoral do governo russo e o possível conluio com a campanha republicana.

Trump afirmou, após uma reunião de segurança, que está cooperando com Mueller. Na semana passada, o procurador estabeleceu a criação de um grande júri, o que permitirá que ele interrogue sob juramento suspeitos de participação no caso.

Mueller também está por trás da operação de busca e apreensão do FBI na casa do ex-diretor de campanha de Trump, Paul Manafort, que está sendo investigado e fornecendo informações sobre suas atividades ao Congresso e à equipe do procurador especial

O presidente afirmou que Manafort é uma "pessoa decente", apesar de "cobrar honorários como consultor de todas as partes".

"É algo bastante duro que te acordem, provavelmente com sua família em casa", avaliou Trump sobre a operação de busca na casa do ex-chefe de campanha, que foi realizada no início da manhã.

Trump disse que a investigação não está descobrindo nenhum conluio com o Kremlin e que sua vitória nas eleições não ocorreu por causa de uma suposta ajuda da Rússia.

"Essa é uma investigação sobre algo que nunca ocorreu", garantiu o presidente americano.

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