Assessores de Trump viajarão ao Oriente médio para acelerar processo de paz

Washington, 11 ago (EFE).- Pelo menos três assessores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, viajarão "em breve" ao Oriente Médio para tentar conseguir avanços no estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos, informou nesta sexta-feira à Agência Efe um alto funcionário da Casa Branca, que pediu anonimato.

O genro e assessor de Trump, Jared Kushner, e o enviado especial da Casa Branca para o Oriente Médio, Jason Greenblatt, iniciarão uma excursão junto à assessora adjunta de segurança nacional do presidente, Dina Powell, segundo o funcionário.

A fonte não especificou quando acontecerá a viagem, mas o jornal israelense "Haaretz" indicou que, segundo fontes desse país, espera-se que a delegação americana chegue na última semana de agosto e visite Israel, o território palestino, e vários países árabes da região.

"Os senhores Kushner, Greenblatt e Powell se reunirão com líderes de Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia, Egito, Israel e da Autoridade Nacional Palestina", disse à Efe o funcionário americano.

Trump decidiu enviar agora a delegação porque "acredita que a restauração da calma e a situação estabilizada em Jerusalém após a recente crise na Esplanada das Mesquitas criou uma oportunidade para continuar as conversações e a busca pela paz que começou no início de seu governo", apontou.

"O presidente pediu que estas conversações tenham como foco uma via para diálogos substanciais de paz entre israelenses e palestinos, o combate ao extremismo e a situação em Gaza, incluindo meios de rebaixar a crise humanitária" na região, indicou o funcionário.

Os assessores também tentarão "fortalecer as relações" dos EUA "com parceiros regionais" e abordarão "passos econômicos que possam ser dados, tanto agora como assim que houver um acordo de paz, para garantir a segurança, a estabilidade e a prosperidade", acrescentou.

Trump acredita que um acordo de paz "será difícil, mas continua otimista", e considera que "é possível" consegui-lo mediante uma "negociação direta entre as duas partes", com a ajuda "próxima" dos EUA e o apoio de outros países da região.

"Para melhorar as oportunidades de paz, todas as partes têm que se comprometer a criar um entorno que leve à paz, ao mesmo tempo em que dão o tempo e o espaço necessário aos negociadores para conseguir um acordo", apontou o funcionário.

Trump adotou no começo de seu governo uma linha dura de apoio incondicional a Israel, mas depois suavizou sua postura e se mostrou otimista quanto às possibilidades de haver paz entre israelenses e palestinos.

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