China protesta por incursão de navio militar americano em águas disputadas

Pequim, 11 ago (EFE).- O governo da China manifestou nesta sexta-feira seu "enérgico protesto" pela incursão de um navio da marinha dos Estados Unidos na quinta-feira nas imediações das ilhas Spratly (Nansha), um arquipélago que Pequim disputa com as Filipinas e outros países da região.

"A ação (norte-americana) mina a soberania e a segurança da China, e põe em grave perigo o pessoal dos dois países", afirmou em um comunicado o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

Geng informou que a marinha chinesa identificou o navio militar, enviou mensagens de advertência e, finalmente, o expulsou, sem oferecer mais detalhes.

O navio USS John S. McCain entrou na quinta-feira em águas próximas do recife Meiji, nas ilhas Spratly, para garantir a liberdade de navegação na região, conforme se justificou o governo americano.

O porta-voz Geng disse que a China "tem soberania incontestável sobre as ilhas Nansha (Spratly) e as águas em seus arredores", e pediu que os governos dos países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) dialoguem com Pequim para resolver as disputas marítimas.

"Está claro que (os EUA) não desejam a estabilidade no Mar da China Meridional, e este é o fator que impulsiona a militarização na região", afirmou o governo chinês.

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