Farc dizem que entregarão todos os menores de idade que fazem parte da grupo

Bogotá, 11 ago (EFE).- Um dos líderes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) afirmou nesta sexta-feira que a guerrilha entregará todos os menores de idade que fazem parte do grupo até a próxima terça-feira, quando se encerra o status legal das zonas de reunião onde atualmente estão vivendo.

"Estamos fazendo um esforço para que até o dia 15 de agosto todos os menores deixem os acampamentos" disse Félix Antonio Muñoz, um dos líderes da guerrilha, durante uma entrevista coletiva.

Muñoz também afirmou que o programa de reintegração "Caminho Diferencial de Vida" não está atendendo os jovens guerrilheiros como prometeu o governo quando assinou os acordos de paz.

Até o momento, as Farc entregaram ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICR) 86 menores que faziam parte do grupo. Eles foram levados posteriormente a um centro de acolhia, onde foram recebidos pelo Unicef. Depois, entraram no programa governamental.

Ainda que não haja um número consolidado de crianças e adolescentes que fazem parte das Farc, o número dois da guerrilha, Luciano Marín, afirmou que eram apenas 21. O governo da Colômbia, no entanto, indica que há pelo menos 170 menores no grupo.

Muñoz disse que recebeu queixas dos jovens que já foram entregues ao governo. Eles disseram que estão se sentindo "traídos" pelas Farc porque entraram em um programa que é apenas uma promessa e que agora vivem em uma "situação de total abandono".

"Nossa fundamental preocupação é sobre onde estão essas crianças, que programa está os acolhendo. Estabelecemos que isso seria objeto de atenção em um programa, para aí iniciar o processo de restabelecimento dos direitos desses jovens", disse Muñoz.

No entanto, o dirigente das Farc afirmou que o programa não está sendo executado e que os jovens não estão tendo "nada de nada".

"Há muita hipocrisia. Muitas pessoas falam dos direitos das crianças, mas as ruas da Colômbia estão cheias delas. Estão dizendo que todos têm que sair até 15 de agosto, agora estamos desenvolvendo operações nas regiões de transição", completou.

A figura jurídica das zonas de transição tem seu prazo encerrado na próxima terça-feira. No entanto, os cerca de 7 mil guerrilheiros que estão sendo reincorporados à vida civil continuarão nessas regiões como ex-combatentes.

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