OIM reduz número de imigrantes mortos ou desaparecidos em naufrágios no Iêmen

Genebra, 11 ago (EFE).- A Organização Internacional para as Migrações (OIM) rebaixou para 70 o número de imigrantes ilegais mortos ou desaparecidos em duas tragédias ocorridas nesta semana no litoral iemenita, quando traficantes de pessoas obrigaram 280 africanos a se lançarem ao mar.

A porta-voz da OIM Olivia Headon explicou nesta sexta-feira na entrevista coletiva quinzenal da ONU em Genebra que, após 51 jovens etíopes e somalis morrerem afogados ou desaparecerem na quarta-feira, no dia seguinte, quando ocorreu o segundo incidente, seis corpos foram encontrados em uma praia e 13 etíopes foram dados como desaparecidos.

O barco do primeiro naufrágio levava 120 imigrantes - que em média tinham 16 anos - e no segundo viajavam 160 pessoas, 20 a menos do foi assinalado inicialmente, o que fez reduzir o número de mortos e desaparecidos informado ontem.

A OIM estuda o desdobramento de uma pequena equipe para patrulhar as praias, indicou Olivia.

Os imigrantes que sobreviveram e os que foram ajudados pela Organização "já não se encontram conosco porque seguiram viagem, provavelmente rumo aos países do golfo" Pérsico, apontou a porta-voz.

"Dependendo da rota, o tempo de viagem até a fronteira do Iêmen é de cinco a sete dias, de modo que provavelmente ainda se encontram dentro do país", acrescentou a porta-voz.

No total, a OIM contabilizou 114 mortos ou desaparecidos neste ano no litoral do Iêmen, no golfo de Áden e na rota do mar Vermelho, e 109 em 2016, ainda que os números reais provavelmente sejam mais altos.

Desde janeiro de 2017, cerca de 55 mil imigrantes deixaram o Chifre da África para chegar ao Iêmen, a maioria com a intenção de encontrar melhores oportunidades nos países do golfo.

Mais de 30 mil desses imigrantes são menores de 18 anos, provenientes da Somália e da Etiópia, e um terço são mulheres.

Olivia disse que a rota iemenita é mais barata que a líbia para chegar à Europa e que os preços de uma travessia de barco podem variar de US$ 100 a US$ 500, mas frequentemente sobem porque os viajantes são capturados de novo no Iêmen e as máfias pedem um resgate por eles às famílias.

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