Tillerson pede ao Curdistão que adie referendo de independência

Erbil (Iraque), 11 ago (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, falou por telefone nesta sexta-feira com o presidente do Curdistão iraquiano, Masud Barzani, e lhe pediu que adie a realização do referendo de independência previsto para o próximo dia 25 de setembro.

Em resposta, Barzani perguntou ao chefe da diplomacia americana que alternativas existem e que garantias poderia oferecer para assegurar o direito de autodeterminação do povo curdo, segundo um comunicado divulgado pela presidência desta região autônoma situada no norte do Iraque.

Barzani explicou a Tillerson que o Curdistão buscou a convivência com o Estado iraquiano, mas fracassou na tentativa, e por isso o povo "decidiu tomar outro caminho", em alusão à independência.

Além disso, lhe comunicou que uma delegação de alta categoria do governo curdo visitará Bagdá em breve para debater "os assuntos pendentes" sobre a realização do referendo, considerado "anticonstitucional" pelo Executivo iraquiano.

Durante a conversa, Barzani também agradeceu a Tillerson pela ajuda americana ao exército curdo, conhecido como "peshmerga", na guerra contra o grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

O Curdistão iraquiano goza de um estatuto de autonomia desde a década de 1990, que lhe foi reconhecido na Constituição de 2005, na qual o Iraque é definido como um Estado federal.

Desde a irrupção do EI em 2014, os curdos aproveitaram a situação para expandir seus domínios territoriais por outras áreas do norte do Iraque, que também exige como próprias e onde agora também pretende fazer o referendo.

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