Autoridades venezuelanas vinculam militares rebeldes com opositores de Maduro

Caracas, 11 ago (EFE).- As autoridades da Venezuela afirmaram nesta sexta-feira que os dois militares que lideraram o ataque do último domingo ao Forte de Paramacay, no estado de Carabobo, no norte do país, têm vínculos com alguns dirigentes da oposição venezuelana.

O ministro de Defesa, Vladimir Padrino, explicou no Twitter que Juan Caguaripano Scott, ex-capitão da Guarda Nacional Bolivariana, e o primeiro-tenente Yefferson García dos Ramos, os "autores materiais e intelectuais do ataque paramilitar e terrorista", foram presos em Caracas.

Depois, através de uma entrevista à emissora estatal "VTV", Padrino garantiu que estes indivíduos estão "sem sombra de dúvida, amparados pela política da direita fascista".

O ministro acrescentou que as forças de segurança obtiveram "alguns indícios" sobre as outras pessoas que participaram do ataque contra a instalação militar junto com os dois detidos e que fugiram do local com várias armas roubadas de uma unidade blindada.

"Estamos determinando suas conexões logísticas, financeiras, que inclusive vão além das fronteiras da Venezuela", reiterou Padrino.

Em um comunicado posterior, as forças de segurança afirmaram que tomaram "conhecimento de uma reunião" que Caguaripano manteria "com atores da extrema-direita".

A coalizão opositora Mesa da Unidade Democrática (MUD) emitiu no domingo um comunicado exigindo do governo uma "investigação exaustiva" sobre o ocorrido.

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