Governo do Quênia nega protestos e atribui violência a criminosos isolados

Nairóbi, 12 ago (EFE).- O governo do Quênia negou neste sábado que haja manifestações com vítimas mortais em diferentes pontos do país, e assegurou que foram registrados apenas incidentes violentos "isolados" provocados por "criminosos" que receberam uma resposta "apropriada" por parte da polícia.

O ministro do Interior, Fred Matiang'i, garantiu em uma coletiva de imprensa que tudo são "rumores e mentiras", e reiterou que o país é "seguro".

Alguns dos principais bairros de Nairóbi e grandes cidades como Kisumu vivem desde ontem à noite violentos protestos contra a reeleição do presidente Uhuru Kenyyata, nos quais morreram pelo menos quatro pessoas em decorrência de disparos de armas de fogo.

A esse respeito, Matiang'i assegurou não ter constância de vítima mortal alguma nem que os agentes tenham disparado contra manifestantes.

Segundo o ministro, trata-se de incidentes isolados como "incêndio de ônibus e casas, ou depredação de lojas", atos cometidos por "criminosos oportunistas", mas não protestos organizados.

"A polícia não utilizou força desproporcional. Quem disser isso está mentindo e divulgando rumores", ressaltou.

"Os protestos pacíficos estão protegidos pela Constituição e a lei", afirmou, mas as pessoas que saíram às ruas "não são manifestantes, senão criminosos" que estão pondo em risco a vida de outras pessoas e destruindo propriedades.

"Há que distinguir entre protestos pacíficos amparados pela lei e os criminais oportunistas", razão pela qual lembrou que "a polícia responderá de maneira diferente em cada caso".

Os distúrbios começaram no mesmo instante em que a comissão eleitoral oficializou a vitória do governante, a quem a oposição acusa de ter manipulado as eleições.

A coalizão da oposição, cujo líder, Raila Odinga não reconhece os resultados e se proclama vencedor, disse publicamente que "recorrer à Justiça não é uma opção".

Em 2007, Odinga também rejeitou os resultados, o que deu início a uma onda de violência na qual morreram mais de 1.100 pessoas.

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