Oposição queniana pede à polícia que "pare de matar" seus seguidores

Nairóbi, 12 ago (EFE).- A coalizão opositora queniana Super Aliança Nacional (NASA, na sigla em inglês) exigiu neste sábado à polícia que "pare de matar" seus seguidores, aos quais pediu calma e que não "se deixem provocar" nos protestos que protagonizam após a reeleição do presidente Uhuru Kenyatta.

"A Constituição garante o direito a protestar pacificamente", lembraram em uma coletiva de imprensa diversos integrantes do partido eleitos nos pleitos, que afirmaram estar "pregando uma mensagem de paz, igual aos nossos seguidores", que "deveriam ter permissão para demonstrar seu descontentamento".

A NASA não reconheceu ontem a reeleição de Kenyatta, após o que os seus apoiadores e as forças de segurança protagonizaram enfrentamentos em diferentes regiões do país, que se saldaram com um balanço provisório de cinco mortos.

"Condenamos com a maior firmeza a brutalidade policial", afirmaram os opositores, criticando ainda o ministro de Interior, Fred Matiang'i, que assegurou hoje não ter constância de vítimas mortais nestes incidentes violentos "isolados" causados por "criminosos oportunistas".

Na coletiva de imprensa, os membros da NASA, entre os quais não estava seu líder, Raila Odinga, reconheceram que é possível que haja "vândalos" infiltrados entre os manifestantes.

Nesse sentido, pediram "calma" aos seus seguidores, enquanto a direção do partido encontra uma solução aos problemas derivados de eleições nas quais "houve muitas armadilhas", algo que, segundo eles, está "institucionalizando a fraude eleitoral".

Também anunciaram que líderes da coalizão vão deslocar-se a bairros da capital, como Kibera e Mathare, onde continuam os protestos e a tensão, para falar com seus seguidores.

As acusações de fraude por parte da oposição se repetem desde o dia das eleições, quando a NASA exigiu à Comissão Eleitoral que proclamasse Raila Odinga como presidente "de maneira imediata".

Odinga já havia rejeitado os resultados das eleições que perdeu em 2007, o que provocou uma onda de violência por todo o país que se saldou com a morte de 1.100 pessoas.

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