Peru rejeita ameaça ou uso da força na Venezuela

Lima, 12 ago (EFE).- O governo do Peru rejeitou ameaça ou uso da força não autorizado pelo Conselho de Segurança da ONU na Venezuela após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter afirmado que cogita uma "opção militar" para resolver a crise no país.

"Toda tentativa interna ou externa para recorrer à força solapa o objetivo de restaurar a governabilidade democrática na Venezuela, bem como os princípios consagrados na Carta das Nações Unidas", indicou o Ministério de Relações Exteriores do Peru em nota.

O governo de Pedro Pablo Kuczynski disse que uma negociação de boa fé, com objetivos claros e prazos precisos, é a única via aceitável para restabelecer a democracia na Venezuela.

Ontem, Trump disse ter "muitas opções para a Venezuela", incluindo uma "opção militar, se for necessário".

O governo do Peru reiterou hoje a condenação à ruptura da ordem democrática na Venezuela e voltou a afirmar que não reconhece as ações da Assembleia Constituinte de Nicolás Maduro.

Nesse sentido, o comunicado da diplomacia peruana acrescentou que a Declaração de Lima, assinada na terça-feira por chanceleres de 17 países da América Latina e do Caribe, entre eles o Brasil, é a "reação regional" para defender o último órgão democrático vigente na Venezuela: o parlamento eleito livremente.

Ontem, o Peru decidiu expulsar o embaixador da Venezuela em Lima, Diego Molero, após receber uma nota de protesto de Caracas com termos inaceitáveis. Maduro respondeu expulsando o encarregado de negócios da embaixada peruana na capital venezuelana.

O embaixador do Peru na Venezuela já tinha deixado o país em março.

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