Protestos violentos pós-eleitorais têm ao menos 4 mortos no Quênia

Nairóbi, 12 ago (EFE).- Pelo menos quatro pessoas morreram por disparos nos protestos pós-eleitorais que estão acontecendo desde a noite de ontem em diferentes partes do Quênia, informaram à Agência Efe neste sábado várias organizações.

Um observador da ONG Human Rights Watch confirmou que um dos manifestantes morreu na localidade de Kisumu, enquanto outros dois faleceram na favela de Mathare, na capital Nairóbi, de acordo com fontes da ONG Compromisso com a Comunidade de Mathare, e a quarta vítima perdeu a vida na localidade de Siaya, segundo a imprensa local.

Os protestos continuam neste exato momento em diferentes pontos do país. Em Kisumu, a polícia interditou o acesso ao centro da cidade, enquanto no subúrbio de Kibera, na capital, as forças de segurança estão atirando bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes e jornalistas e impedem sua aproximação.

A situação é especialmente tensa em Kibera, onde um jornalista da televisão local "KTN" foi detido na manhã deste sábado após informar que a polícia estava usando gás lacrimogêneo contra os jornalistas para que estes não conseguissem chegar aos pontos de protesto.

"Não tenho tempo para falar com jornalistas, estamos levando nossos moradores aos hospitais, as pessoas estão morrendo", disse à Agência Efe, Ken Okoth, deputado da coalizão opositora pelo distrito de Kibera, onde vivem cerca de 500 mil pessoas.

Nesta localidade, os protestos estão dando lugar a saques a residências e estabelecimentos comerciais, há barricadas nas ruas e os manifestantes caminham armados com paus e pedras.

"Há lojas de kikuyus (tribo a que pertence o presidente Uhuru Kenyatta) queimadas e saques", disse à Efe Rosemary Odiambo, uma moradora de Kibera.

Além disso, a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) informou através do Twitter que prestou atendimento a 19 feridos desde a última noite no bairro de Mathare.

A violência explodiu ontem à noite depois que a coalizão opositora rejeitou a reeleição do presidente e disse que recorrer à Justiça não era uma opção.

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