Governo do Quênia adverte que não tolerará protestos violentos

Nairóbi, 13 ago (EFE).- O governo do Quênia advertiu neste domingo que não tolerará protestos violentos e assegurou que aqueles que incitarem à divisão "sofrerão as consequências".

"Os protestos pacíficos são um direito constitucional para o qual se oferece proteção policial, mas os que vimos estes dias foram violentos", declarou o porta-voz da presidência, Manoah Esipisu, em uma declaração oficial.

"Não se deixem utilizar como peões", acrescentou, em referência às manifestações que causaram dezenas de mortes desde a sexta-feira passada.

Segundo disse, nestes protestos disseminados por diferentes pontos do país, principalmente em Nairóbi e Kisumu, houve ataques contra a propriedade pública e se colocou em perigo a vida dos cidadãos.

"Os protestos violentos são ilegais, assim que permitam-me ser claro: A polícia não tolerará as violações da paz. No seu lugar, protegerão a vida e a propriedade dos quenianos e restaurarão a ordem e a lei", salientou.

Esipisu lembrou também que há meios "pacíficos e constitucionais" para as reivindicações, e reiterou que aqueles que incitarem à violência e à divisão "sofrerão as consequências".

"Deixem que seja a Constituição quem dirima qualquer disputa que haja", concluiu.

Dezenas de pessoas morreram desde a sexta-feira passada em violentos enfrentamentos entre a polícia e seguidores da oposição, que não aceitam a vitória do atual chefe de Estado, Uhuru Kenyatta, nas últimas eleições.

A coalizão opositora, que exige a vitória nas eleições realizadas na terça-feira passada, pediu aos quenianos que não trabalhem amanhã em sinal de luto pelos "patriotas caídos".

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