Líder da oposição pede que quenianos não trabalhem na segunda-feira

Nairóbi, 13 ago (EFE).- O líder da oposição do Quênia, Raila Odinga, pediu neste domingo aos cidadãos que não trabalhem nesta segunda-feira em sinal de luto pelos "patriotas" mortos desde a sexta-feira passada em enfrentamentos com a polícia.

Além disso, atencipou que na terça-feira lhes instruirá sobre qual deve ser "o próximo movimento".

Odinga rompeu assim o silêncio que manteve desde sexta-feira, quando se negou a reconhecer a vitória nas últimas eleições do atual presidente, Uhuru Kenyatta, e abriu passagem a uma onda de protestos na qual morreram dezenas de pessoas.

O seu discurso, realizado no coração da favela de Kibera perante uma multidão ensandecida, reavive a incerteza no país, que teme que se repita um conflito político-tribal como o de 2007, no qual morreram mais de 1.000 pessoas.

"Velemos os quenianos mortos pelos esquadrões da morte enviados pelo Jubileu - partido governante - como patriotas caídos", solicitou o líder opositor.

"Queremos paz, mas com justiça", acrescentou o porta-voz da Super Aliança Nacional (NASA, na sigla em inglês), James Orengo, que discursou junto com Odinga.

"Deve de haver paz no Quênia. A polícia deve manter-se longe", destacou o porta-voz, que ontem denunciou a morte de mais de cem pessoas em decorrência dos disparos da polícia durante este final de semana.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Newsletter UOL

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos